Fonte: Revista Crescer
Uma pesquisa brasileira traz novas pistas sobre a Síndrome de Dravet, uma forma rara e grave de epilepsia que costuma se manifestar ainda no primeiro ano de vida. O estudo sugere que alterações na concentração de minerais dentro das células do cérebro podem estar relacionadas à gravidade da condição.
O trabalho foi publicado na revista científica ACS Chemical Neuroscience, título de referência em pesquisas sobre as bases moleculares da função nervosa, e contou com a participação do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), do Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ).
O que é a Síndrome de Dravet?
A Síndrome de Dravet é uma condição neurológica genética marcada por crises epilépticas frequentes e difíceis de controlar. Além das convulsões, a criança pode apresentar atrasos no desenvolvimento cognitivo e motor. A doença também está associada a um risco aumentado de morte precoce na infância e na adolescência.
Na maioria dos casos, a síndrome está ligada a mutações no gene SCN1A, responsável pela produção de um canal de sódio essencial para a comunicação entre os neurônios. Quando esse canal não funciona como deveria, o cérebro entra em um estado de hiperexcitabilidade, favorecendo as crises.