Fonte: Revista Crescer
É provável que você já tenha feito isso sem pensar duas vezes. Um cantarolar baixinho no meio da madrugada, uma cantiga improvisada durante a troca de fralda, uma música inventada na hora do banho, dessas sem melodia definida, com letra que só faz sentido ali. Você achou que estava apenas distraindo o bebê. Na verdade, estava construindo cérebro.
Sim, cérebro. Enquanto você canta, uma engrenagem invisível se movimenta lá dentro, ativando simultaneamente áreas responsáveis pelo som, pela linguagem, pela memória, pela emoção e pelo vínculo.
E o mais fascinante: nada disso depende de você ser afinado. A partir de uma conversa afiada com os pediatras Marcus Vinícius Batista, do Hospital Brasília, da Rede Américas, e Gabriela Melara, da Maternidade Brasília, a CRESCER compilou informações para entender o poder de ouvir os pais cantando no desenvolvimento infantil.