O pré-natal é fundamental, mas o cuidado não termina no parto. Algumas infecções que passam da mãe para o bebê (transmissão vertical) funcionam como “visitantes silenciosos”. O pediatra precisa monitorar o bebê de perto para garantir que qualquer sinal seja tratado antes de se tornar uma limitação para a criança.
Sífilis: É uma infecção que tem tratamento; as gestantes devem realizar sorologia para sífilis no início e final da gestação. Sífilis pode causar danos no cérebro, ossos, audição e pele do recém-nascido. O tratamento e acompanhamento adequado pode evitar as complicações ou sequelas da doença.
Mesmo que o bebê nasça sem sinais ou sintomas, a bactéria da sífilis pode afetar o desenvolvimento dos ossos, cérebro e a audição.
A toxoplasmose pode causar pequenas cicatrizes nos olhos do bebê que não são visíveis a olho nu e malformação cerebral grave.
O CMV é um vírus comum, mas no bebê ele pode causar perda de audição progressiva — ou seja, o bebê nasce ouvindo bem, mas vai perdendo a audição aos poucos. Nos casos graves, o citomegalovírus pode causar lesão cerebral e intestinal. A suspeita e pronto diagnóstico é muito importante.
O cuidado com a amamentação. Nesses dois casos, o vírus pode ser passado pelo leite materno.
O objetivo aqui é evitar que o bebê se torne um adulto com problemas graves de fígado.
Mensagem para a mãe: O fato de o pediatra pedir muitos exames não significa que seu filho esteja doente, mas sim que estamos sendo vigilantes para que ele tenha todas as oportunidades de um crescimento saudável e feliz.